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São Paulo

Uma brisa fresca está soprando através das cozinhas em São Paulo! Mais e mais chefs trabalham com exóticos ingredientes de alta qualidade da região.

A ascensão de São Paulo do antigo ninho colonial para a megacidade é justificada pelo comércio do café, em primeiro lugar. Em meados do século 19 a grande demanda da Europa provocou um boom de crescimento de plantas de café no sudeste do Brasil. Por sua vez, coincidiu com a abolição da escravatura, o que levou a uma onda maciça de imigração de trabalhadores de países como a Itália, Portugal e Polônia, mas também do mundo árabe e do Japão. Os imigrantes vieram com os seus hábitos alimentares e especialidades e acomodaram-se em diferentes áreas da cidade. Eles criaram restaurantes, pizzarias, bares de sushi e outras formas de restaurantes. Isso deu a São Paulo uma cena local, cuja riqueza e diversidade podem-se comparar com outras cidades de imigrantes, como Nova York.

Isabela Raposeiras

Torrefadores nobres

"Na verdade, a história da cidade como a maioria do Brasil é associado fortemente com o café", diz Isabela Raposeiras, "mesmo que o café brasileiro, na verdade, nunca foi muito bom - nem a matéria-prima nem a bebida". Mas de acordo com Raposeiras em ambos os casos, uma mudança está em andamento. Isabela tem 30 anos e possui um torrefador de café e um bar em anexo, no bairro moderno de Vila Madalena, que lembra boutiques, galerias e jovens residentes em áreas como Prenzlauer Berg, em Berlim ou Neubau em Viena. Não é de admirar, então, que o "Coffee Lab", que é o nome do local, é fortemente baseado no conceito e estilo nas instalações comparáveis na Europa ou os EUA, com uma abundância de cafés especiais e os métodos de preparação icônicos habituais, tais como Aeropress ou Chemex.

A principal diferença é que as plantações de onde o café vem, estão localizadas no estado de São Paulo e Minas Gerais – apenas há algumas centenas de quilômetros de seu bar café. "É claro que os meus colegas da Europa e dos Estados Unidos me invejam, que eu acabei de entrar no carro e pude visitar meus fornecedores", diz Raposeiras. Neste sentido, o "Coffee Lab" pode ser visto como um símbolo para o desenvolvimento, o qual o vasto Brasil sofreu nos últimos anos. De um café produzido e exportado por país do terceiro mundo para um país em desenvolvimento, em que uma classe média cada vez maior está cada vez mais focada em qualidade, em termos de consumo, indulgência e estilo.

Coffee Lab

Qualidade é sempre importante

O desenvolvimento também é observado em outras áreas, como o cacau. Até recentemente, os melhores grãos foram exclusivamente reservados para exportação, mas agora são processados e comercializados por alguns produtores de chocolate. Um futuro promissor para a má qualidade do chocolate brasileiro.

E a bebida nacional, a cachaça - aguardente de cana, que era considerada o licor de um homem pobre, há alguns anos, desprezado por todos os que podiam dar ao luxo de contar com conhaque ou uísque importado. E o melhor adaptado, misturada com limão e açúcar para acabar em uma Caipirinha coquetel. "Há algum tempo, já se conhece um grande número de excelentes artesanatos produzindo Cachaças que amadurecem em barris de madeiras diferentes e têm completamente diferentes tons de cor e sabor", diz a dona do restaurante Carolina Bastos e demonstra na prateleira em seu bar várias dezenas de diferentes cachaças.

Lançamento de produtos regionais

Esta tendência também atingiu a cena do restaurante onde os jovens chefs agora não só dependem de produtos importados de alta qualidade, mas cada vez mais e com muita curiosidade e autoconfiança, usam produtos brasileiros. Bastos possui um restaurante chamado "Jiquitaia", no centro de São Paulo, e é um deles. "Jiquitaia é uma pimenta especial, que só é encontrada na Amazônia", diz Marcello Bastos, sócio e irmão de Carolina e chef, "desde o início queria cozinhar à brasileira porque, mesmo para os brasileiros há muito para descobrir relacionando tradições, ingredientes e estilos de cozinha".

Jiquitaia

Na verdade, a cozinha brasileira é caracterizada não só pela diversidade étnica da população, mas também através da biodiversidade exuberante do país. Isso cria um novo estilo de cozinha, único que às vezes é referido como "Tropicália" culinária. No final dos anos 60, o termo "Tropicália" foi escrito para um movimento que se espalhou no cenário musical brasileiro, em que as influências estrangeiras foram unidas com elementos locais e tradições locais.

A Tropicália culinária

O inventor deste Tropicalismo culinário é o chef de 46 anos de idade, Alex Atala. Ele prepara comida em seu restaurante "DOM" com ingredientes onde a sua existência nunca foi conhecida até mesmo por gourmets da Europa e da América do Norte, bem como a maior parte do Brasil. Por exemplo, a Piraíba, peixe gigante da Amazônia, o mel de uma espécie tropical de raras abelhas ou formigas de madeira coletadas pelos índios com gosto de limão. "Eu sinto a responsabilidade de demonstrar o que ingredientes brasileiros são capazes", diz Atala, que passou seus anos de formação como chef na Europa e depois de voltar para sua cidade natal, cultivou um estilo internacional de cozinha. "Mas em algum momento eu percebi que eu nunca vou cozinhar como um francês ou italiano que cresceu com os sabores de sua terra natal", disse ele hoje - como um chef famoso.

Atala

O restaurante de Atala está localizado na zona comercial de prestígio da cidade, ao sul da Avenida Paulista, na esquina da Rua Oscar Freire, onde elegantes boutiques, joalherias e restaurantes são referência. A poucos metros do seu principal restaurante, funciona seu segundo restaurante chamado "Dalva e Dito". Há também uma pequena loja onde comercializa selecionados produtos organizados por um Mestre de alimentos indígenas. Apenas algumas esquinas de distância um outro representante das novas tendências em estilo gourmet - Alberto Landgraf - está funcionando.

Em poucos anos, ele fez o "Epice" um dos melhores restaurantes de São Paulo. Seus pratos são - ao contrário da tendência geral no Brasil - menos fortemente temperados. Ele permite que os produtos básicos de sua natureza funcionem tanto com peixe cru da Amazônia, bem como com leite de coco e óleo de palma como é usado na culinária do norte brasileiro. Além disso, com os alimentados como capim, carne de gado dos grandes pampas do sul do país e com queijo de cabra das montanhas do interior. "A qualidade é a conscientização entre os produtores de algo novo", diz Landgraf, "há muito que foi promovido no Brasil apenas as grandes monoculturas, supostamente de maior rendimento. Agora, isso muda e alguns de nós chefs são qualificados para construir uma relação de confiança constante com o aumento do número de pequenos produtores."

Destino para gourmets

Como destino turístico, a gigantesca São Paulo não pode competir com seu rival Rio de Janeiro e sua magnífica localização na baía, no Oceano Atlântico e rodeada de colinas verdejantes. Mas, como um destino para os gourmets, o centro financeiro e econômico multicultural da América do Sul oferece uma forma completamente nova de qualidade. Para experimentar o quanto a consciência mudou – e, assim, a cozinha, a agricultura, até mesmo a autoconfiança de um povo inteiro - você tem que viajar para São Paulo. Uma obrigação para os apreciadores modernos.

 

RESTAURANTES

Jiquitaia

Rua Antonio Carlos , 268
T: 55 / ( 11 ) / 32 62 23 66
Seg-Sex 12-15, Ter-Sex 19-23:30 , Sab. 13-23:30
http://jiquitaia.com.br

 

D.O.M.

Rua Barão de Capanema , 549
T: +55 / (11) 30/ 88 07 61
Seg-Sex 12-15 e segunda a sábado 19-24h
www.domrestaurante.com.br

 

Dalva e Dito
Rua Padre João Manuel , 1115
T: 55 / ( 11 ) / 30 68 44 44
www.dalvaedito.com.br

 

Epice
Rua Haddock Lobo, 1002
T: 55 / ( 11 ) / 30 62 08 66
Ter-Sex 12-14:30, 13-15:30 Sáb, Dom 13-16h
www.epicerestaurante.com

 

Maní Manioca
Rua Joaquim Antunes, 210
T: 55 / ( 11 ) / 30 85 41 48
Ter-Sex 12-15, sábado e domingo 13-16, ter e qua 20-23:30, Qui 20-24, Sáb e Dom 20:30-01:30h
www.manimanioca.com

 

Mocotó

Avenida Nossa Senhora do Loreto, 1100
T: 55 / ( 11 ) / 29 51 30 56
Seg-Sáb 12-23h , domingos e feriados 12-17 h
www.mocoto.com

 

Fogo de Chão
Rua Augusta, 2077
T: 55 / ( 11 ) / 30 62 22 23
12-24 , domingos e feriados 12-23:30h
www.fogodechao.com

 

Kinoshita
Rua Jacques Felix , 405
T: +55 / (11) / 38 49 69 40
Seg-Sex de 12-15 e 19-24 , 12-16 e Sáb 19-24h , Domingo fechado
www.restaurantekinoshita.com.br

 

Izakaya Issa

Rua Barão de Iguape , 89
T: +55 / (11) / 32 08 88 19

 

Feijoada da Lana

Rua Aspicuelta , 421
T: 55 / ( 11 ) / 38 14 91 91

 

Rota do Acarajé

Rua Martim Francisco, 529/533
T: +55 / (11) / 36 68 62 22
Ter -Sáb 11:55-00:15, Dom 11:55-20h
www.rotadoacaraje.com.br

 

Pizzaria Speranza

Rua Treze de Maio , 1004
T: 55 / ( 11 ) / 32 88 85 02
Seg-Qui 18-1 , Sex-Sáb 18-1:30h
www.pizzaria.com.br

 

Frevo

Rua Oscar Freire, 603
T: 55 / ( 11 ) / 30 82 34 34
Dom.-Qua. 10:30-1 , Qui -Sex 10:30-2 , Sáb 10:30 -3h
www.frevinho.com.br


HOTÉIS

Fasano

Rua Vitório Fasano, 88
T: +55 / (11) / 38 96 40 00
www.fasano.com.br

 

Único

Avenida Brigadeiro Luís Antônio , 4700
T: 55 / ( 11 ) / 30 55 47 10
www.hotelunique.com.br

 

Emiliano

Rua Oscar Freire, 384
T: 55 / ( 11 ) / 30 68 43 99
http://site2013.emiliano.com.br

 

Pousada Zilah

Alameda Franca , 1621-1633
T: 55 / ( 11 ) / 30 62 14 44
www.zilah.com


BARES

Z Carniceria

Rua Augusta, 934
T: 55 / ( 11 ) / 29 36 09 34
Ter, Qua e Dom 19-1 , Qui -Sáb 19-2h
http://zcarniceria.com.br

 

Riviera Bar

Avenida Paulista, 2584
T: +55 / (11) / 32 58 12 68
Dom.-Qua. 12-0 , 12-1 Qui , Sex e Sáb 12-2h
Almoço Buffet de segunda a sexta 12-15h
www.rivierabar.com.br

 

Baretto
Hotel Fasano São Paulo
Rua Vitório Fasano, 88
T: +55 / (11) / 38 96 40 00
Seg-Sáb 19-3h
www.fasano.com.br

 

OUTRAS

Lab Café

Rua Fradique Coutinho , 1340
T: +55 / (11) / 33 75 74 00
Seg-Sáb 10-20h
www.coffeelab.com.br

 

Mercado Municipal de São Paulo

Rua da Cantareira , 306

Casa Santa Luzia

www.santaluzia.com.br

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